Irã se mostra mais disposto a dialogar, diz ministro alemão

República Islâmica, porém, não parece pronta para assumir compromissos sobre programa nuclear

Reuters

08 de outubro de 2010 | 14h56

BERLIM - O Irã tem mostrado mais disposição em retomar as negociações a respeito de seu programa nuclear com as potências nucleares, mas ainda não deu indícios de que vai assumir um compromisso, disse nesta sexta-feira, 8, o ministro de Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle.

 

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As potências esperam que a imposição de sanções mais duras da Organização das Nações Unidas (ONU), dos EUA e da União Europeia façam com que o Irã retome as negociações e decida pelo fim do enriquecimento de urânio.

 

Depois de reuniões em Berlim com Yukia Amano, chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Westerwelle disse que o Irã ainda estuda as demandas da comunidade internacional sobre o programa nuclear do país. "Não conseguimos provocar mudanças na posição iraniana, mas certamente estamos captando sinais de disposição para dialogar", disse, acrescentando que apenas o tempo poderá mostrar os resultados desses esforços.

 

Não houve negociações entre o Irã e as potências nucleares desde o fim de 2009, mas a chefe de política externa da União Europeia, Catherine Ashton, disse em setembro que as conversas poderiam ser retomadas "em algumas semanas". O Irã, por sua vez, disse que um funcionário do governo poderia encontrar diplomatas ocidentais em outubro.

 

As potências ocidentais acusam o Irã de esconder, sob seu programa nuclear civil, outro de natureza clandestina e aplicações bélicas, cujo objetivo seria a aquisição de armas atômicas. Teerã nega tais alegações.

 

As tensões sobre o programa nuclear iraniano se acirraram no final do ano passado após o Irã rejeitar uma proposta de troca de urânio feita por EUA, Rússia e Reino Unido. Meses depois, o país começou a enriquecer urânio a 20%.

 

Um acordo mediado por Brasil e Turquia para troca de urânio chegou a ser assinado com o Irã em maio. O acordo, porém, foi rejeitado pelo Grupo de Viena - composto por Rússia, França, EUA e AEIA - e o Conselho de Segurança da ONU optou por impor uma quarta rodada de sanções ao país.

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