Irã sinaliza acordo sobre envio de urânio ao exterior

O governo iraniano pode concordar em enviar uma parte de sua reserva de urânio enriquecido ao exterior para que ele seja modificado, informou hoje o ministro de Relações Exteriores, Manouchehr Mottaki. É o primeiro sinal oficial de que o país poderia aceitar, em parte, um plano para diminuir as tensões por seu plano nuclear.

AE-AP, Agencia Estado

26 de outubro de 2009 | 15h19

"Para prover combustível poderíamos comprá-lo como no passado, ou devemos enviar parte do combustível de urânio de baixo enriquecimento que não necessitamos neste momento", afirmou o ministro.

Mottaki disse que a decisão final de Teerã sobre o plano "será tomada nos próximos dias". Teerã analisa se aceitará o plano apoiado pela Organização das Nações Unidas (ONU) ou se comprará urânio enriquecido no exterior e manterá sua própria produção.

Em qualquer caso, o Irã continuará enriquecendo seu próprio urânio, ressaltou Mottaki. Estados Unidos e outros países se opõem a isso, temendo possíveis pretensões armamentistas do país persa.

"As atividades nucleares legais e pacíficas do Irã continuarão e esse assunto do enriquecimento de urânio não tem nada a ver com fornecer combustível para o reator de Teerã", prosseguiu Mottaki. Até o momento a resposta do país não foi clara.

A iniciativa de receber o urânio iraniano é considerada pela comunidade internacional uma maneira de reduzir a possibilidade de o Irã construir uma arma nuclear, ao retirar grande parte do urânio enriquecido no país e evitar que ele seja usado para a produção de armas. O Irã sustenta que seu programa nuclear tem apenas fins pacíficos.

O presidente do Parlamento, Ali Larijani, acusou o Ocidente de tentar enganar o Irã com a proposta. O principal aliado iraniano, a Rússia, mostrou-se favorável ao acordo.

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