Irã suspendeu pena de morte para Sakineh, diz agência

Uma importante deputada do Irã, Zohreh Elahian, afirmou que a pena de morte contra Sakineh Mohammadi-Ashtiani foi suspensa, informou hoje a agência iraniana ISNA em seu site. Sakineh havia sido condenada pelo suposto envolvimento na morte do marido e por antes trair o companheiro.

EQUIPE AE, Agência Estado

17 de janeiro de 2011 | 12h10

A declaração da parlamentar sobre a suspensão da pena está em uma carta enviada à presidente Dilma Rousseff. Zohreh, presidente do Comitê de Direitos Humanos do Parlamento do Irã, afirmou que o veredicto de apedrejamento foi suspenso, "mas ela está sentenciada a 10 anos de prisão".

Zohreh disse que a pena de morte foi suspensa porque a família de seu marido a perdoou, mas ela cumpre a sentença de prisão, segundo a ISNA. Ela havia sido sentenciada por adultério e por matar seu marido. Na carta, a deputada diz que, "segundo as provas, a mulher iraniana traiu sua família e matou seu marido junto com seu amante. Ela confessou os crimes durante o processo judicial".

Zohreh disse ainda que há uma campanha difamatória da imprensa ocidental, politicamente motivada contra o Irã. A agência iraniana lembra que em dezembro Dilma, então presidente eleita, mostrou desapontamento com a decisão do governo brasileiro de se abster em uma resolução condenando o Irã por sua postura em relação aos direitos humanos. A resolução acabou sendo aprovada na Organização das Nações Unidas (ONU) mesmo assim.

Tudo o que sabemos sobre:
Irãsuspensãopena de morteSakineh

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.