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Irã tem até outubro para provar que não faz armas atômicas

A agência da Organização das Nações Unidas que cuida de armas nucleares aceitou nesta sexta-feira uma resolução que determina o mês de outubro como prazo para o Irã provar que não tem um programa para desenvolver armas atômicas em segredo. Reunida em Viena, Áustria, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) pede ao Irã "acelerada cooperação e total transparência" para assegurar a seus países membros que as atividades nucleares iranianas não têm fim militar. A resolução aprovada pela AIEA também obriga o Irã a "suspender novas atividades relacionadas ao enriquecimento de urânio". Esta parte do documento faz referência à região de Natanz, onde a agência encontrou traços de urânio nos níveis necessários para a produção de armas atômicas. Pela resolução, Natanz não poderá mais receber material nuclear. O Irã também deverá ser obrigado, de acordo com a resolução de hoje, a aceitar a visita de inspetores da ONU, garantindo-lhes acesso irrestrito a todas as suas instalações nucleares. Também são feitas referências aos relatórios que o governo do Irã entrega à AIEA. A resolução pede ao país assegure que seus próximos relatórios sobre a questão nuclear não contenham falhas de informação. Os relatórios têm que conter dados sobre material, equipamentos e atividades nucleares. A respeito dos relatórios anteriores, a resolução da AIEA pede sejam sanados erros e omissões do Irã.O diretor da AIEA, Mohammed El Baradei terá que relatar o comportamento do Irã frente à nova resolução até novembro, no próximo encontro do conselho da agência. A resolução, que tem forte apoio dos Estados Unidos, foi proposta pela Austrália, Canadá e Japão. O representante do Irã na AIEA saiu da reunião em protesto. Enquanto os Estados Unidos e outros países afirmam que o Irã desenvolve armas atômicas, o país árabe reconhece que lida com energia nuclear, mas com o objetivo de produzir eletricidade.

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