Irã teme que EUA causem nova corrida armamentista

O chanceler paquistanês, Abdul Sattar, e representantes da China, Rússia e Irã expressaram sua preocupação de que uma nova corrida armamentista possa resultar das políticas unilaterais de defesa adotadas pelos EUA. Esse temor foi exposto durante a Conferência sobre Desarmamento que reúne 66 países em Genebra, na SuíçaO vice-chanceler iraniano Javad Zarif citou que os EUA rejeitaram o tratado para banir os testes nucleares, abandonaram as tentativas para implementar um tratado contra armas biológicas e estão considerando um novo sistema de uso de armas nucleares.Zarif meencionou ainda a planejada retirada de Washington do Tratado de Mísseis Antibalísticos (ABM) de 1972, em meados deste ano, para permitir o desenvolvimento de um escudo nacional antimísseis. A Rússia e a China, críticos assíduos do sistema de defesa antimísseis defendido pelos EUA, também expressaram suas preocupações a respeito e o embaixador chinês, Hu Xiaodi, disse que os ataques de 11 de setembro nos EUA demonstraram a necessidade de os países cooperarem em questões de desarmamento.O Paquistão lançou um apelo nesta quinta-feira, durante reunião do maior fórum mundial sobre desarmamento, para que se evite a idéia de que mísseis poderiam eliminar pontos de conflito, incluindo sua altamente fortificada fronteira com a Índia. "O Sul da Ásia tem sido descrito como o mais perigoso lugar do mundo", disse Abdul Sattar. Outros "conflitos e tensões regionais" também estão contribuindo para uma escalada armamentista, disse Sattar.

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