Irã: terremotos mataram 306, dizem autoridades

Os dois fortes terremotos que devastaram vilas rurais no noroeste do Irã no fim de semana mataram um total de 306 pessoas - mulheres e crianças em sua maioria - e feriram 3.037, disse nesta segunda-feira a ministra da Saúde do país, Marzieh Vahid Dastjerdi. Ela disse que o número de mortos aumentou porque 50 pessoas que estavam feridas nos hospitais faleceram. Segundo ela, 219 mulheres e crianças estão entre os 306 mortos e a maioria dos 2 mil feridos foram liberados dos hospitais nas horas seguintes porque tinham ferimentos leves.

AE, Agência Estado

13 de agosto de 2012 | 15h13

Os números, apresentados em um relatório a parlamentares e publicados no site do parlamento, são bem maiores do que os fornecidos no domingo pelo ministro do Interior, Moustafa Mohammad-Najjar. Na ocasião, o ministro disse que havia 227 mortos e 1.380 pessoas feridas.

As autoridades iranianas dizem que tetos antigos, com fracas estruturas de escoras, foram em grande parte responsáveis pelos desabamentos nas áreas rurais. Ondas de choques atingiram a região, onde vivem cerca de 300 mil pessoas, perto das fronteiras com a Armênia e o Azerbaijão. Os dois terremotos principais tiveram magnitude de 6.4 e 6.3 graus na escala Richter, na noite de sábado, ao noroeste da cidade de Tabriz, capital do Azerbaijão iraniano. Os sismos atingiram com força as cidades de Ahar, Haris e Varzaqan, no Azerbaijão Oriental. Segundo a televisão estatal iraniana, 12 vilarejos foram arrasados e em outros 425 entre 50% a 80% das edificações sofreram danos. Muitas rodovias na região montanhosa foram severamente danificadas.

Enquanto isso, o Crescente Vermelho do Irã disse que o país não precisa de nenhuma ajuda internacional. O porta-voz do Crescente Vermelho, Pouya Hajian, disse que as embaixadas da Turquia, Taiwan, Cingapura, Alemanha, além de outras, ofereceram ajuda, bem como o braço das Nações Unidas para a infância, o Unicef. Mas o Crescente Vermelho do Irã julgou que o auxílio não é necessário, enviando de volta até uma equipe de socorristas da Turquia que chegou sem combinação prévia com as autoridades locais, disse a agência estatal IRNA.

No domingo, as autoridades abandonaram as buscas, ao afirmarem que todos os possíveis sobreviventes já haviam sido resgatados.

As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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