REUTERS/Mahmood Hosseini
REUTERS/Mahmood Hosseini

Irã testa mísseis balísticos de longo alcance mesmo após advertência dos EUA

Segundo agência de notícias iraniana, forças aeroespaciais dos Guardas da Revolução testaram os mísseis Qadr-H e Qadr-F, que alcançaram com sucesso seus alvos no litoral sudeste após percorrerem mais de 1.400 km

O Estado de S. Paulo

09 de março de 2016 | 12h31

TEERÃ - O Irã testou nesta quarta-feira, 9, dois novos mísseis balísticos de longo alcance dentro das manobras em grande escala que foram lançadas na terça-feira para testar este tipo de armamento, mesmo após as advertências dos EUA.

Segundo a agência de notícias iraniana Tasnim, as forças aeroespaciais dos Guardas da Revolução testaram os mísseis Qadr-H e Qadr-F, que foram lançados de uma plataforma situada nas montanhas de Elbruz, no norte do país, e alcançaram com sucesso seus alvos no litoral sudeste após percorrerem mais de 1.400 km.

Os testes foram realizados mesmo depois que os EUA advertiram que, se fosse comprovado que o Irã estava fazendo novos experimentos com mísseis balísticos, levaria o caso ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Washington alega que, com essas ações, o Irã viola as proibições internacionais de realizar testes com armas que possam transportar ogivas nucleares, enquanto Teerã insiste que se trata de armas estritamente convencionais, cuja finalidade é dissuasória.

O comandante da Guarda Revolucionária iraniana, Mohamad Ali Jafari, considerou, após o início dessas manobras - denominadas "O Poder do Velayat" -, que é "natural" que "o rugido dos mísseis" iranianos "intimide" seus "inimigos". Além disso, Jafari advertiu que o desenvolvimento desse armamento constitui "uma linha vermelha", que ninguém no país permitirá que seja "ultrapassada".

Ele afirmou que esses testes, que se desenvolveram em todo o país desde terça-feira, constituem "uma resposta forte e silenciosa às tentativas inúteis do inimigo de impor sanções ao Irã". "A segurança do Irã é a de nossos vizinhos na região. Os inimigos da Revolução deveriam se sentir intimidados por nossos mísseis", disse o militar.

Jafari mencionou particularmente o "regime sionista" em referência a Israel, a quem considera a maior ameaça para seu país e que deve estar "naturalmente preocupado" porque o alcance de seus mísseis "vai além das cidades dos Territórios Ocupados".

"A razão pela qual construímos nossos mísseis com um alcance de 2 mil quilômetros é para ter capacidade de atingir nosso inimigo, o regime sionista, de uma distância segura", disse o general Amir Ali Hajizadeh, de acordo com a agência de notícias Isna.

Apesar da troca de advertências, os EUA afirmaram que este caso não constitui uma violação do acordo nuclear alcançado em 2015 entre o Irã e o Grupo 5+1 (EUA, França, Rússia, Grã-Bretanha, China, mais Alemanha).

Autoridades israelenses não tinham resposta de imediato aos testes israelenses, que acontecem ao mesmo tempo que Israel recebe o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, para conversas sobre questões regionais. /EFE e REUTERS

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