Kobi Gideon/Government Press Office/Reuters
Kobi Gideon/Government Press Office/Reuters

Irã testa míssil balístico e Israel pede mais sanções aos EUA

Último teste do tipo feito por Teerã ocorreu em julho, quando o acordo nuclear com Washington já estava em vigor

O Estado de S.Paulo

30 Janeiro 2017 | 19h33

TEERÃ -  O Irã fez um teste de lançamento de um míssil balístico de médio alcance no domingo e o artefato explodiu a mais de mil quilômetros do local do disparo, disse uma autoridade dos Estados Unidos nesta segunda-feira.

A autoridade, que falou sob a condição de não ter seu nome revelado, disse que o teste foi realizado em um local perto de Semnan. A fonte disse ainda que a última vez que o Irã havia realizado um teste deste tipo havia sido em julho.

Após a confirmação do teste, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira que proporá ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que renove as sanções contra o Irã.

“A agressão iraniana não deve ficar sem resposta”, escreveu Netanyahu em suas contas no Twitter e no Facebook, dando como certo que o Irã disparou mísseis que “constituem uma violação flagrante da resolução do Conselho de Segurança”.

O premiê israelense antecipou que na próxima reunião com o presidente americano, prevista para este mês de fevereiro, tem a intenção de pôr sobre a mesa novas sanções contra o Irã. A resolução 2231 da ONU proíbe o Irã de realizar testes com mísseis com capacidade nuclear.

O teste foi feito dois dias depois de o governo Trump ter banido cidadãos iranianos de entrar nos Estados Unidos - entre eles portadores de visto permanente. No sábado, o governo do Irã divulgou um comunicado criticando a decisão e prometendo adotar o princípio de reciprocidade contra cidadãos americanos. 

O lançamento do teste ocorre um ano e meio depois de os Estados Unidos e o Irã, ainda na presidência de Barack Obama, terem fechado um acordo para por fim ao programa nuclear do país. Trump tem dito que pretende rever alguns pontos desse acordo, enquanto Netanyahu - que vê o Irã como uma ameaça - quer anulá-lo. / REUTERS e AP

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