Gabinete do Líder Supremo do Irã / AP
Gabinete do Líder Supremo do Irã / AP

Irã vai liberar 10 mil detentos em indulto de ano novo

Réveillon iraniano é comemorado nesta sexta-feira, 20; governo justificou medida pela 'situação sensível do país', mas não citou o coronavírus

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de março de 2020 | 11h36

TEERÃ - A Justiça do Irã vai liberar 10.000 detentos que receberam indulto por ocasião do ano novo iraniano, que se comemora nesta sexta-feira, 20. Entre os beneficiados pela medida, figuram metade das pessoas condenadas por violação da segurança nacional, de acordo com o site Mizan Online.

O indulto é concedido pelo guia supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, a pedido do Poder Judiciário, com o objetivo de "diminuir o número de presos, levando em consideração a situação sensível do país", declarou Gholamhossein Esmaili, porta-voz da instituição judicial, sem mencionar explicitamente o coronavírus.

"Metade dos culpados de crimes vinculados à segurança do Estado será beneficiada por este indulto", disse Esmaili, sem revelar o número exato.

O site Mizan Online destacou o "caráter sem precedente" da medida que envolve as pessoas condenadas a menos de cinco anos de prisão.

Em Londres, a Anistia Internacional elogiou a decisão, mas fez um apelo para que as autoridades iranianas "libertem imediatamente e sem condições todos os presos de consciência". O Irã é um dos países mais afetados pelo coronavírus, com 1.284 mortos. /AFP

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