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Irã vai soltar mulher capturada entre militares britânicos

Poucas horas depois de o Ministério de Relações Exteriores da Inglaterra anunciar o congelamento nos diálogos com o Irã, até a libertação dos militares britânicos, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Manouchehr Mottaki, anunciou que a única mulher do grupo de 15 marinheiros detidos deve ser libertada entre esta quarta-feira, 28, e quinta, 29. O ministro iraniano descartou a possibilidade de uma escalada na crise, sugerindo que a alegada entrada do grupo britânico em águas iranianas pode ter sido um engano. "Isso foi uma violação que simplesmente aconteceu. Foi natural e eles não resistiram", afirmou.A única mulher do grupo de fuzileiros e marinheiros capturados se chama Faye Turney, de 26 anos. Ela tem uma filha de três anos, Molly, com um oficial da Marinha. A sua função era pilotar o barco que fazia a patrulha no Golfo Pérsico. A militar britânica foi submetida a um interrogatório, que será exibido pela televisão iraniana nesta quarta-feira, segundo as agências de notícias da República Islâmica. Ultimato britânicoMais cedo, o Reino Unido anunciou que irá suspender todas as viagens oficiais entre o país e o Irã e cortará a emissão de vistos a autoridades iranianas. "Nenhum negócio de governo a governo será realizado em nenhum outro assunto", disse a autoridade, acrescentando que o apoio do governo britânico a outros eventos bilaterais como missões comerciais ao Irã também devem ser suspensos.O embaixador do Irã em Londres disse que os dois governos são capazes de resolver este problema de forma democrática.Marinheiros detidosOs 15 marinheiros e fuzileiros navais foram detidos por forças iranianas no Golfo Pérsico, acusados de entrar nas águas do Irã. O governo do Reino Unido nega a acusação, e alega que os militares estavam em uma operação de rotina em águas iraquianas quando foram abordados.Mesmo com a pressão britânica, a posição iraniana continua desafiadora. Segundo a agência oficial iraniana de notícias Irna, Hosseini teria dito que "o caso dos militares do Reino Unido será resolvido respeitando as normas internacionais"."Eles entraram ilegalmente nas águas territoriais da República Islâmica do Irã e estão sendo seguidas as normas legais e jurídicas freqüentes nestes casos", reiterou o porta-voz do ministério.Manobra dos EUAA Marinha dos Estados Unidos começou sua maior demonstração de força no Golfo desde a invasão do Iraque em 2003, desenvolvendo dois transportadores de avião e conduzindo simulações de ataques aéreos, segundo informações concedidas por militares nesta terça-feira, 27. A televisão estatal iraniana informou nesta quarta-feira, 28, que o Irã não está preocupado com os exercícios navais dos Estados Unidos no Golfo Pérsico, mas está monitorando de perto.No entanto, os EUA declararam que não pretendem entrar em águas iranianas. Os comentários foram feitos um dia após o capitão do porta-aviões USS Dwight D Eisenhower dizer que um segundo porta-aviões entrou em águas do Golfo para realizar exercícios.

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