Irã votará lei que bloqueia venda de petróleo para UE

Parlamento analisa projeto que afetaria a economia da Europa ao proibir imediatamente o fornecimento do produto

JAMIL CHADE, CORRESPONDENTE / GENEBRA , O Estado de S.Paulo

28 de janeiro de 2012 | 03h02

O Irã deve votar amanhã uma lei que proíbe imediatamente a exportação de petróleo para a Europa. A medida seria a resposta iraniana ao embargo do produto aprovado pela União Europeia, na segunda-feira. O bloco tem até julho para interromper totalmente a importação, tempo que seria usado para buscar novos fornecedores. Teerã, porém, acredita que a interrupção brusca deixaria a UE sem combustível e agravaria a crise do bloco.

"Estamos agindo com urgência", disse ontem Hossein Ibrahimi, membro do Parlamento do Irã. A Europa é o segundo maior destino do petróleo iraniano e aprovou o embargo para pressionar o Irã a negociar uma solução para seu programa nuclear.

Em Davos, na Suíça, os sauditas garantiram que estão prontos para substituir o Irã e fornecer petróleo para a Europa. Os próprios sauditas, contudo, admitem que o Irã não sofrerá com as sanções a menos que o embargo seja mundial. Entre os maiores executivos do setor, não há dúvidas de que o petróleo iraniano acabará abastecendo a China - e por um preço mais baixo.

Davos. José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobrás - que será substituído por Maria das Graças Foster - também acredita que os países da Ásia serão beneficiados. "Estou certo de que Moscou está observando a situação com muito interesse", disse Gabrielli. Arkadi Dvorkovich, conselheiro do Kremlin, admitiu que a Rússia pode ganhar com o embargo, tanto com a venda de gás para a Europa e como com a compra de petróleo barato do Irã.

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