Iraniana admite adultério em vídeo; defesa alega tortura

A iraniana Sakineh Ashtiani, cuja condenação à morte por apedrejamento deu início a protestos internacionais, pode ser executada depois que imagens dela confessando adultério e o envolvimento no assassinato do marido foram divulgadas ontem na televisão estatal, informou hoje o jornal britânico "The Guardian".

AE, Agência Estado

12 de agosto de 2010 | 09h52

O advogado dela, Houtan Kian, disse ao diário que Ashtiani foi torturada durante dois dias antes da entrevista, gravada na prisão de Tabriz, onde ela é mantida há quatro anos. "Ela foi severamente espancada e torturada até aceitar aparecer em frente à câmera. Seu filho de 22 anos, Sajad, e sua filha de 17, Saeedeh, ficaram completamente traumatizados após assistirem ao programa", disse Kian.

Com voz trêmula, Ashtiani declarou em sua língua nativa, o azeri - ouvida por meio de um narrador -, que foi cúmplice no assassinato de seu marido e que teve relações extraconjugais com o primo dele. As informações são da Dow Jones.

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