Iraniana pode ser poupada de execução, diz advogado

Um advogado que representava a iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, que pode ser condenada à morte por adultério, afirmou hoje que ela ainda tem uma chance de ser poupada da execução e mesmo de ser libertada.

AE-AP, Agência Estado

18 de agosto de 2010 | 12h29

Em Berlim, o advogado especializado em Direitos Humanos Mohammad Mostafaei disse acreditar que há muita pressão internacional sobre o sistema de justiça iraniano e o governo para ela não ser executada. Mostafaei disse que as autoridades iranianas têm o poder para libertar Sakineh.

Segundo o advogado, isso já ocorreu no caso de sete outras mulheres anteriormente condenadas à morte por apedrejamento. Mãe de dois filhos, Sakineh foi acusada de adultério. Após a pressão internacional, Teerã anunciou no mês passado que a sentença por apedrejamento havia sido retirada, mas que ela poderia ainda ser morta por enforcamento.

O governo brasileiro fez uma oferta ao Irã de dar asilo a Sakineh para evitar a sua morte. Sakineh foi condenada a 99 chibatadas por adultério, em 2006. Um ano depois, voltou a ser indiciada por supostamente participar do assassinato do marido. Foi inocentada no caso do homicídio, mas sua pena foi revista e acabou sendo condenada à morte por apedrejamento.

Nas últimas semanas, diante de uma pressão internacional sem precedentes no caso da condenada no Irã, Teerã anunciou que o apedrejamento não ocorreria, mas que Sakineh voltava a ser condenada por participar da morte do marido.

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