Iraniana Sakineh sofre tortura psicológica, diz defesa

Ativistas e advogados da iraniana Sakineh Ashtiani - condenada à morte "por adultério e participação no assassinato do marido" - acusaram ontem o regime iraniano de torturá-la psicologicamente. No sábado, ela teria sido informada de sua sentença, e as autoridades teriam sugerido que a iraniana escrevesse seu testamento.

AE, Agência Estado

31 de agosto de 2010 | 07h46

No domingo, a Justiça iraniana confirmou a pena de morte contra Sakineh, mas a execução da sentença foi adiada, pois aguarda uma decisão final da Corte Suprema, sem data para ocorrer. O Conselho indicou que a decisão de executá-la - seja por apedrejamento ou enforcamento - ainda não havia sido tomada e um eventual cumprimento da sentença de morte somente ocorrerá após o dia 9, quando termina o Ramadã, o mês sagrado dos muçulmanos.

"No sábado, Sakineh foi informada de que seria executada na manhã do dia seguinte", disse Mina Ahani, ativista iraniana que atua na Europa pela libertação de Sakineh. Segundo ela, Sakineh entrou em desespero e de fato escreveu seu testamento e ficou aguardando toda a noite por sua execução.

Recentemente, outra iraniana acusada de adultério, Azar Bagheri, chegou a ser levada ao local da execução e enterrada para o apedrejamento, mas foi liberada, denunciou a ONG que defende Sakineh. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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