White family via NYT
White family via NYT

Americano e iraniano são libertos em possível troca de prisioneiros

Militar reformado Michael White estava preso por espionagem desde 2018; cientista Mayid Taheri havia sido condenado por violar sanções

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de junho de 2020 | 17h40
Atualizado 04 de junho de 2020 | 20h33

TEERÃ - O militar reformado americano Michael White, preso por espionagem no Irã desde 2018, e o cientista iraniano Mayid Taheri, condenado nos Estados Unidos por violar sanções, foram libertos em uma aparente troca de prisioneiros entre os países.

"Satisfeito que o doutor Mayid Taheri e o sr. White logo se reunirão com suas famílias", escreveu no Twitter o ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif.

Ao anunciar a liberação de Taheri, após Washington ter confirmado que White havia deixado o Irã, Zarif frisou que "isto pode acontecer com todos os prisioneiros".

"Não há necessidade de escolher. Os reféns iranianos detidos nos EUA devem voltar para casa", comentou o chefe da diplomacia iraniana, que com antecedência ofereceu ao governo americano uma troca integral de presos.

White, que foi detido na cidade de Mashad quando visitava a namorada, recebeu em março uma licença penintenciária por motivos de saúde durante a pandemia de covid-19, mas continuava no Irã.

Segundo informou no Twitter o presidente dos EUA, Donald Trump, o ex-oficial saiu do Irã em um avião da Suíça, país que intermediou a libertação e que representa os interesses americanos em Teerã devido à ausência de relações diplomáticas.

"Estou feliz por anunciar que o veterano Michael White, que ficou preso no Irã durante 683 dias, está em um avião suíço que acaba de sair do espaço aéreo iraniano. Esperamos que esteja com a sua família, em casa, logo", tuitou Trump.

Taheri, que residia nos EUA há décadas e que tinha dupla cidadania, cumpria uma pena de 16 meses de prisão por violar as sanções americanas contra o Irã.

A maioria dos iranianos detidos nos EUA são acusados de violar as sanções, enquanto os americanos presos no Irã são condenados por espionagem.

Ambos os países realizaram uma troca de prisioneiros em dezembro do ano passado, com as libertações do pesquisador americano Xiyue Wang, preso em 2016 por espionagem, e do cientista iraniano Masoud Soleimani, detido em 2018 por tentar exportar material biológico ao Irã. /EFE

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.