Iranianos detidos são acusados por matar civis e soldados

Os cinco iranianos detidos na madrugada de quinta-feira no consulado iraniano de Irbil, no norte do Iraque, estão sendo investigados em Bagdá por seu suposto envolvimento em "assassinatos de civis iraquianos e soldados da coalizão", segundo um comunicado militar americano.O comunicado assegura que um sexto suspeito detido junto a eles já foi colocado em liberdade. "Continuam as investigações sobre os outros cinco iranianos", afirma o texto.Segundo fontes oficiais iraquianas, é provável é que os iranianos detidos estejam na protegida Zona Verde, epicentro do poder político e militar em Bagdá."As forças da coalizão estão decididas a eliminar a ingerência nos assuntos internos do Iraque", afirma o comunicado, repetindo a tese americana de que o Irã, assim como a Síria, intervém nas questões iraquianas.Este é o primeiro reconhecimento oficial americano de que os funcionários iranianos estão em poder das tropas dos Estados Unidos.O embaixador da Suíça em Teerã, representante dos interesses americanos no Irã, foi chamado a consultas pelo governo iraniano.O ministro de Exteriores iraquiano, Hoshyar Zebari, disse hoje que realiza intensas negociações para libertar os iranianos detidos.Esta é a segunda vez em que os soldados americanos violam aimunidade diplomática dos iranianos no Iraque ao deter alguns de seus representantes. Em 25 de dezembro, as tropas detiveram em Bagdá dois iranianos, convidados pessoais do presidente Jalal Talabani, e os libertaram quatro dias depois sem dar explicações.

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