Iranianos vão às urnas no 2º turno de pleito parlamentar

Os iranianos fizeram fila nesta sexta-feira nas sessões eleitorais no segundo turno das eleições parlamentares, que são vistas pelos líderes do país como um endosso ao desenvolvimento do controverso programa nuclear do Irã.

AE, Agência Estado

04 Maio 2012 | 13h33

Opositores conservadores do presidente Mahmoud Ahmadinejad já conquistaram a maioria absoluta dos assentos no novo Parlamento na primeira rodada das eleições, realizada em março. Apenas 65 das 290 cadeiras do Legislativo continuam em disputa.

Ahmadinejad e sua mulher, Aazam Farahi, votaram durante a tarde sem fazer qualquer declaração aos repórteres, numa atitude incomum do presidente, que geralmente é bastante falante.

Ahmadinejad, eleito para um segundo mandato em 2009 numa acalorada disputa com o apoio do clero, viu sua sorte mudar depois que ficou claro que ele desafiou a autoridade o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, em abril de 2011, e tentou aumentar a autoridade da presidência.

O novo Parlamento vai iniciar os trabalhos no final de maio. Ele não tem controle direto sobre importantes questões políticas como o programa nuclear iraniano, mas pode influenciar na seleção do sucessor de Ahmadinejad e de outras autoridades importantes e dar apoio às políticas de Khamenei.

A liderança iraniana têm mostrado o comparecimento às urnas - oficialmente de 64% no primeiro turno - como um sinal de confiança no sistema clerical e uma rejeição à pressão ocidental sobre a questão nuclear.

O Ocidente suspeita que o Irã tenha como objetivo a fabricação de armas nucleares e exige que o Irã pare de enriquecer urânio. Teerã afirma que seu programa tem apenas como alvo a geração de energia e pesquisas para o tratamento contra o câncer.

Dos 130 candidatos - dois para cada um das 65 cadeiras, 69 são conservadores que se opõem a Ahmadinejad, cerca de 26 são partidários do presidente e os restantes são de centro.

Embora Ahmadinejad deva concluir seu mandato, que termina em agosto de 2013, seus aliados foram retirados de postos-chave e sua influência política tem diminuído. As informações são da Associated Press.,

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