Iraque: 19 mortos em mais um dia de violência

Explosões e disparos nas regiões central e norte do Iraque deixaram pelo menos 19 mortos e dezenas de feridos nesta terça-feira, informaram autoridades locais.

AE, Agência Estado

28 de maio de 2013 | 18h17

Funcionários iraquianos disseram que três ataques mataram oito pessoas somente em Bagdá. Os ataques distintos acontecem no dia seguinte a uma série de ações que deixaram mais de 70 mortos em todo o Iraque.

Em Bagdá, uma bomba deixada dentro micro-ônibus matou cinco pessoas em Cidade Sadr, um bairro de maioria xiita. Cinco policiais e 20 civis ficaram feridos, informaram autoridades locais. Em Shaab, na zona norte da capital iraquiana, uma explosão ocorrida na rua deixou dois mortos e oito feridos. No bairro bagdali de Dora, uma explosão e uma rua comercial matou uma pessoa e feriu dez.

Outro policial informou que um suicida detonou um caminhão cheio de explosivos após passar por um posto de verificação policial na cidade de Tarmiyah, ao norte da capital, matando um policial e um civil. Nove pessoas ficaram feridas.

Na cidade de Mossul, no norte iraquiano, confrontos entre policiais e homens armados resultaram na morte de três agentes de polícia. Quatro atiradores também foram mortos e 15 pessoas foram detidas. Ao sul de Mossul, uma bomba atingiu uma patrulha de polícia, matando um oficial e deixando outro ferido, informaram policiais. Num ataque separado, um militante suicida lançou seu carro contra uma patrulha militar, matando um soldado e ferindo três. Mossul, situada 360 quilômetros a noroeste de Bagdá, é um antigo reduto de militantes sunitas.

Três funcionários da área médica confirmaram o número de vítimas. Todas as fontes falaram em condição de anonimato, porque não têm autorização para divulgar esse tipo de informação.

Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pela recente onda de ataques, mas ataques sistemáticos com bombas são uma marca de insurgentes sunitas liderados pelo braço da Al-Qaeda no Iraque, conhecido como Estado Islâmico do Iraque.

Mais de 500 pessoas morreram somente em maio - A violência no Iraque matou mais de 500 pessoas em maio, segundo dados da agência France Presse divulgados nesta terça-feira. Um enviado da Organização das Nações Unidas (ONU) pediu aos líderes iraquianos que se reúnam para resolver a longa crise política, que tem ligação com a incapacidade das forças de segurança em reduzir os níveis de violência.

Em maio, 503 pessoas foram mortas e 1.273 ficaram feridas, o que já faz do mês o mais sangrento em pelo menos um ano segundo os dados, que têm como base relatórios de segurança e fontes médicas.

"Mais uma vez, eu peço a todos os líderes iraquianos que façam todo o possível para proteger os civis iraquianos. É responsabilidade deles interromper o derramamento de sangue agora", declarou o enviado da ONU no Iraque, Martin Kobler, em comunicado divulgado nesta terça-feira.

"É responsabilidade dos políticos agir imediatamente para promover um diálogo para resolver o impasse político e não permitir que os terroristas se beneficiem de suas diferenças políticas", afirmou ele. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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