Iraque: 21 mortos em atentados

Carros-bomba explodiram em bairros xiitas da capital iraquiana pelo segundo dia seguido nesta quinta-feira, parte de uma série de ataques ocorridos em todo o país que deixaram 21 mortos e aumentaram os temores sobre a volta de um conflito sectário no Iraque.

AE, Agência Estado

16 de maio de 2013 | 17h37

Segundo a polícia de Bagdá, a primeira explosão atingiu um ponto de táxi e ônibus durante o horário de pico matutino no bairro de Cidade Sadr, na zona leste da capital. Nove pessoas morreram, entre elas uma criança de sete anos, e 16 ficaram feridas, informaram autoridades locais.

Outro carro-bomba atingiu um pequeno mercado num ponto de táxi no subúrbio de Kamaliya, a leste de Bagdá, matando três civis e ferindo 14, relataram as mesmas fontes.

No distrito de Chikok, norte da capital, dois civis morreram e 10 ficaram feridos quando um carro-bomba, cujo alvo era uma patrulha policial, explodiu, segundo outros dois policiais.

Na cidade de Mossul, norte do país, um suicida jogou seu carro contra um posto de verificação do Exército, matando dois soldados e ferindo três. O ataque aconteceu pouco depois de um outro carro-bomba, em outra região de Mossul, ter ferido dois civis. Mossul fica a 360 quilômetros a noroeste de Bagdá.

Em Baiyaa, bairro do sudoeste da capital, homens armados em movimento mataram o irmão de um deputado sunita e feriram dois de seus seguranças.

Pouco depois do pôr-do-sol, um suicida detonou os explosivos que levava junto ao corpo numa mesquita xiita em Kirkuk, após ter sido impedido pelos seguranças de entrar no local. A polícia informou que quatro pessoas foram mortas e 42 ficaram feridas no ataque, cujo alvo era, aparentemente, um funeral que acontecia no interior da mesquita.

Funcionários da área médica confirmaram as informações de todos os ataques. Todas as fontes falaram em condição de anonimato.

Os ataques ocorrem um dia depois de uma série de ações, principalmente em bairros xiitas, que deixaram 33 mortos. Pelo menos sete dessas vítimas morreram em Sadr City, quando uma bomba, instalada num carro estacionado, explodiu num ponto de ônibus.

O aumento da violência ocorre em meio a crescentes tensões entre o governo, liderado por xiitas, e a minoria sunita, que afirma ser alvo de discriminação. A sangrenta repressão do governo contra um acampamento de protesto no mês passado alimentou as tensões. O primeiro-ministro xiita Nuri Maliki responsabilizou as tensões sectárias pelos últimos ataques.

"Temos de saber que o derramamento de sangue é o resultado do ódio sectário e também do acirramento das tensões sectárias", disse Maliki durante uma conferência do governo sobre as atrocidades cometidas durante o governo do ditador Saddam Hussein.

Os ataques de quarta-feira mataram 33 pessoas. Ninguém havia assumido a responsabilidade pelos ataques de quarta e quinta-feira, mas carros-bomba e ataques suicidas com veículos são uma marca do braço da Al-Qaeda no Iraque.

O aumento dos ataques, após um declínio da violência, elevou temores sobre a volta dos conflitos sectários que deixaram o Iraque à beira de uma guerra civil em 2006 e 2007. As informações são da Associated Press.

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