Iraque admite ter tentado comprar tubos para construir foguetes

Altos funcionários iraquianos admitiram em conversa com inspetores de armas da ONU que o Iraque tentou, sem sucesso, comprar tubos de alumínio com o objetivo de usá-los na construção de foguetes convencionais, informou hoje a rede de TV a cabo CNN. Mas eles negaram que o material pudesse ser usado em armas nucleares. Os Estados Unidos acusaram anteriormente o Iraque de tentar adquirir tubos de alumínio para seu programa nuclear, violando o regime de sanções imposto pela ONU ao país desde a Guerra do Golfo (1991). As Nações Unidas não confirmaram hoje a informação da CNN, mas o porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer, comentou: "Por um lado, é alentador que o Iraque agora admita o que fez. Por outro, uma mentira é uma mentira, porque trataram de obter (os tubos) com o objetivo de fabricar armas nucleares e não convencionais", afirmou Fleischer. Os inspetores de armas da ONU iniciaram hoje seu quinto dia de trabalho, contando com total cooperação das autoridades iraquianas, ansiosas por evitar que os americanos tenham pretextos para atacar o país. Os investigadores apontaram hoje, num comunicado, uma pequena falha. Eles descobriram que alguns equipamentos visados pela equipe da ONU até 1998 não estavam mais no mesmo local. Os iraquianos disseram que uns haviam sido destruídos em ataques anglo-americanos e outros transferidos para outra localidade. A resolução 1.441, aprovada no início de novembro pelo Conselho de Segurança (CS) da ONU, dá ao Iraque prazo até domingo para a apresentação de uma relação de suas supostas armas químicas, biológicas e nucleares. Em Nova York, os membros do CS ainda não chegaram a um acordo sobre os termos da prorrogação do programa Petróleo por Alimentos, segundo o qual o Iraque é autorizado a vender o produto apenas para compra de víveres e outros bens básicos. O programa vinha sendo renovado a cada seis meses, mas os EUA defendem agora a extensão por apenas três meses e a inclusão de mais restrições na relação de produtos que Bagdá não pode comprar.

Agencia Estado,

02 Dezembro 2002 | 18h11

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.