Iraque ameaça causar "baixas inimagináveis" a invasor

O Iraque causará grandes baixas na forças americanas se Washington lançar uma invasão para derrubar Saddam Hussein, advertiu um importante legislador iraquiano. O presidente do Parlamento, Saadun Hammadi, disse a um grupo de legisladores do Parlamento Europeu que o Iraque "não dará a outra face", caso os EUA utilizem a força. "A agressão dos EUA terminará em uma catástrofe para eles. Sofrerão baixas além da imaginação", disse Hammadi.As resoluções das Nações Unidas impostas ao Iraque após o país árabe ser derrotado na Guerra do Golfo Pérsico, em 1991, proíbem os programas de armas nucleares, químicas e biológicas no Iraque. Milhares de tais armas foram destruídas no início dos anos 90, no início do programa das inspeções da ONU.Os EUA e a Grã-Bretanha insistem que Saddam mantém ocultas armas proibidas e que o país será desarmado pela força, se for necessário. Os EUA destacaram 90.000 soldados para a zona do Golfo - um número que poderia ser duplicado rapidamente. O Iraque nega ter armas de destruição em massa, mas se encontra sob constante pressão para fazer concessões e demonstrar avanços no processo de inspeção da ONU, com a esperança de bloquear qualquer ação diplomática anglo-americana em favor do uso da força. Os inspetores ainda não encontraram evidências determinantes nesse sentido e o Iraque afirma que o secretário de Estado americano, Colin Powell, falsificará provas contra Saddam ao se apresentar na quarta-feira perante o Conselho de Segurança da ONU, para demonstrar que os iraquianos escondem armas proibidas. Powell respondeu a essa acusação nesta segunda-feira em comentários publicados pelo Wall Street Journal, advertindo que os EUA "não temem a guerra". Acrescentou que apresentará evidências dos "programas que o Iraque se empenha muito para manter ocultos". "O que faremos, em suma, é apresentar uma demonstração direta, sóbria e convincente de que Saddam está ocultando evidências de suas armas de destruição em massa", disse. Segundo o secretário de Estado declarou ao jornal, o Iraque "continua comprando equipamentos proibidos, com importações de material proscrito chegando em datas tão recentes como o mês passado".

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