Iraque ameaça com mais ataques suicidas e terrorismo

O vice-presidente iraquiano ameaçou mais ataques suicidas contra tropas anglo-americanas, dizendo que o militante que matou quatro soldados americanos nos arredores de Najaf era um oficial subalterno do Exército, e afirmou que o regime iraquiano ?seguirá o inimigo até sua terra?, numa aparente ameaça de ações semelhantes em território de países da coalizão. Falando numa entrevista coletiva, o vice-presidente Taha Yassin Ramadan identificou o suicida como Ali Jaafar al-Noamani, pai de diversas crianças. Uma declaração oficial sobre o atentado será divulgada mais tarde, afirmou.?Este é apenas o começo. Vocês vão ter mais notícias depois?, disse Ramadan. Perguntado se os ataques suicidas passarão a ser política das forças iraquianas, Ramadan afirmou: ?Será política militar de rotina. Usaremos todos os meios para matar o inimigo em nossa terra e seguiremos o inimigo até sua terra?.Ramadan disse também que ?milhares de combatentes árabes? estão chegando ao Iraque. Segundo informações da Jordânia, 5.500 iraquianos voltaram para seu país desde o início da guerra. A Síria, segundo a TV Al-Jazira, garante que, a cada dia, 400 pessoas cruzam a fronteira rumo ao Iraque. Não há confirmação independente dessas alegações. O vice-presidente afirmou que o Iraque, assim como muitos outros países, não pode se igualar em armamento aos Estados Unidos. ?Eles têm bombas que podem matar 500 pessoas, mas tenho certeza de que virá o dia em que uma única operação de martírio matará 5.000 inimigos?, afirmou. ?O povo iraquiano tem o direito legal de lidar com o inimigo de todas as formas?, acrescentou.Nada da ONURamadan também rejeitou, como ilegal, a mais recente resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas, afirmando que ela dá à invasão do Iraque ?uma camada de legitimidade?. ?Rejeitamos categoricamente a resolução do Conselho de Segurança?, disse. ?Ela nasceu morta e continuará morta?. Sobre as tropas invasoras, ele afirmou: ?Meu conselho é que se retiram do Iraque o quanto antes?.Se isso não acontecer, afirmou, ?o povo iraquiano, incluindo as mulheres, serão fedayin (guerrilheiros), e o povo árabe será fedayin contra seus governantes traiçoeiros?. Veja o especial :

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