Iraque cancela novamente anúncio de anistia a rebeldes

O Ministro da Justiça do Iraque, Malik Dohan al-Hassan, cancelou uma entrevista à imprensa na qual anunciaria uma anistia parcial para rebeldes que lutam contra a ocupação do país, porque o governo não chegou a uma proposta aceitável para as forças lideradas pelos EUA. Este foi o segundo adiamento do anúncio de um pacote de medidas para melhorar a segurança no país e pôr fim aos ataques de grupos que resistem à ocupação e à transição de poder. As medidas incluem o restabelecimento da pena de morte.O projeto de anistia é o primeiro teste significativo da independência do governo interino, empossado na semana passada. As autoridades iraquianas temem que um perdão amplo seja visto como legitimação da resistência, o que poderia irritar os EUA, cujas tropas em território iraquiano - cerca de 140 mil soldados - sofrem constantes ataques da guerrilha.Hoje, um assessor do ministro Falah al-Nagib, do Interior, afirmou que a rebelão armada contra as forças da coalizão liderada pelos EUA é uma "luta legítima" e propôs o perdão aos guerrilheiros que mataram soldados estrangeiros. "Esta será uma anistia para aqueles que não têm sangue nas mãos e os que se uniram à resistência por dinheiro e circunstâncias difíceis", disse o conselheiro Saad Hamdani. "Se se envolveu na morte de um policial ou membro das forças de segurança iraquianas, terá de enfrentar a lei criminal, mas se matou um soldado americano, será um caso diferente, porque estava lutando contra uma força de ocupação."

Agencia Estado,

05 de julho de 2004 | 17h58

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