Karim Kadim/AP
Karim Kadim/AP

Iraque condena 24 pessoas à morte por massacre de soldados

Segundo porta-voz da Justiça iraquiana, réus são cidadãos do país; outros 604 suspeitos de ligação com massacre continuam soltos

O Estado de S. Paulo

08 de julho de 2015 | 16h10

BAGDÁ - Um tribunal do Iraque condenou 24 pessoas à morte nesta quarta-feira, 8, pelo assassinato de centenas de soldados, a maioria xiitas, capturados no ano passado por militantes do Estado Islâmico (EI) durante uma ofensiva do grupo no norte do território iraquiano.

Cerca de 1.700 soldados foram mortos depois de fugirem do Campo Speicher, antiga base militar dos Estados Unidos ao norte de Tikrit - cidade natal do ex-líder iraquiano Saddam Hussein -, e serem pegos pelos combatentes sunitas.

Os vídeos dos militares sendo mortos a tiros, publicadas na internet pelos jihadistas, se tornaram um símbolo da brutalidade do Estado Islâmico e podem representar o maior ato isolado de violência em uma década de guerra sectária intermitente no Iraque.

Em um veredicto rápido, o tribunal emitiu nesta quarta-feira as penas capitais horas após o início do julgamento, com base no que um porta-voz descreveu como provas contundentes e confissões dos réus condenados.

“Hoje o tribunal criminal central do Iraque emitiu uma pena de morte contra 24 pessoas condenadas pelo massacre de Speicher”, disse Abdul-Sattar Birqdar, porta-voz do Supremo Conselho Judicial do Iraque.

Ele afirmou que todos os julgados e sentenciados são cidadãos iraquianos. Outros 604 suspeitos procurados por sua ligação com o massacre continuam livres, acrescentou Birqdar. / REUTERS

Tudo o que sabemos sobre:
IraqueEIpena de morte

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.