AFP PHOTO / AHMAD AL-RUBAYE
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Iraque decide armar recrutas sunitas para combater radicais

Tribais ajudarão forças do governo no combate para retomar a Província de Anbar, nas mãos do Estado Islâmico

BAGDÁ, O Estado de S.Paulo

09 de maio de 2015 | 02h01

Autoridades iraquianas autorizaram ontem o primeiro grupo de recrutas que compõem uma nova milícia sunita para ajudar as forças de segurança a recuperar a Província de Anbar, tomada pelo Estado Islâmico (EI). A decisão vem depois de anos de relutância em armar e treinar combatentes tribais.

O recém-designado governador de Anbar, Souhaib al-Ani, disse aos recrutas que se tratava do início da liberação da província - 65% dela estão sob controle do Estado Islâmico há um ano e meio.

"Hoje é um dia diferente de todos os outros. Hoje é o começo do fim para aqueles que causaram estragos em nossas casas", disse Al-Ani aos recrutas, antes de uma reunião entre líderes militares e tribais.

"Esse não é um dia qualquer porque todo o Iraque está com vocês", acrescentou ele durante uma cerimônia para os recrutas na cidade de Amiriyat Fallujah, ao sul da principal fortaleza do EI, Falluja.

As tribos sunitas de Anbar foram cruciais para combater a rede terrorista Al-Qaeda em 2006. No entanto, depois disso, o governo predominantemente xiita do ex-primeiro-ministro Nouri al-Maliki suspendeu fundos para essas forças sunitas.

Muitos deles, mais tarde, foram alvo e assassinados pelo Estado Islâmico na tomada da província. Vários pedidos dos líderes por fundos e armas foram ignorados em razão da desconfiança do governo com os sunitas, apontados por muitos como simpatizantes do EI. / AP

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