AP Photo/Hadi Mizban
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Iraque demite chefes da segurança após novo atentado

Ataque contra mausoléu xiita ao norte de Bagdá deixou 30 mortos, aumentando a pressão sobre o governo 

O Estado de S. Paulo

08 Julho 2016 | 21h28

BAGDÁ - Três dos principais chefes da segurança em Bagdá foram destituídos nesta sexta-feira, 8. pelo primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, pouco depois de um novo atentado, que deixou 30 mortos, cinco dias após o ataque mais mortífero ocorrido em muitos anos no Iraque, que matou quase 300 pessoas.

Em um comunicado, Abadi ordenou que o comandante das operações para Bagdá – o tenente-general Abdelamir Al-Chimari – fosse afastado de seu cargo, assim como os diretores de segurança e inteligência. 

No domingo, um atentado com um ônibus-bomba em Bagdá provocou a morte de 292 pessoas, um dos episódios mais violentos no Iraque desde a invasão americana em 2003. A autoria do ataque foi reivindicada pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI).

O atentado provocou a revolta dos iraquianos com a incapacidade do governo para proteger os civis e aplicar medidas de segurança eficazes.

Dois dias depois do violento atentado, o ministro do Interior iraquiano, Mohamed Al-Gaban, apresentou sua renúncia, que foi aceita por Abadi.

Gaban havia admitido falhas nas medidas de segurança em Bagdá, ao advertir que os pontos de controle espalhados por toda a capital eram “absolutamente inúteis”.

Sunitas contra xiitas. Na madrugada de hoje, 30 pessoas morreram e 50 ficaram feridas em um ataque contra um mausoléu xiita ao norte de Bagdá. A responsabilidade pelo atentado também foi reivindicada pelo EI.

As novas destituições de ontem ocorreram poucas horas depois do atentado. Segundo uma fonte das forças de segurança, criminosos lançaram granadas de morteiros contra o mausoléu Sayid Mohamed, 80 km ao norte da capital iraquiana. Em seguida, homens-bomba detonaram seus explosivos em um mercado próximo. / AFP

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