Iraque é atacado por não ter arma nuclear, diz professor

O Iraque está sendo atacado pelos Estados Unidos não porque tenha armas de destruição em massa, mas, exatamente, porque não as tem. A avaliação foi feita por Geraldo Cavagnari, pesquisador do Núcleo de Estudos Estratégicos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Convencido de que esta é uma guerra do petróleo, ?o calcanhar de Aquiles? para os EUA, ele afirma que o governo Bush começou pelo mais fraco, o Iraque, sua luta para controlar o Oriente Médio. ?Não é que os Estados Unidos busquem o controle direto da produção do petróleo. O que eles querem é a estabilidade da região. Esta é a garantia do suprimento?, afirma Cavagnari. Para ele, haveria um crescimento econômico maior das potências e países industrializados ocidentais se o preço do petróleo estivesse mais baixo.O pesquisador da Unicamp teme que a conseqüência da guerra seja a corrida armamentista de destruição em massa. ?O Irã poderá se armar para evitar ser atacado, como fez a Coréia do Norte.? Ele acredita que o sentimento anti-americano vai se proliferar e que não haverá paz no Iraque mesmo após a guerra.Segundo Cavagnari, a virada nas expectativas em relação a um desfecho rápido da guerra foi uma surpresa. ?É um tipo de resistência (do Iraque) que cria algumas dificuldades para o avanço das tropas anglo-americanas?. Ele diz que o ponto culminante da resistência será na capital Bagdá. O professor afirma o conflito terá uma curta duração, de 40 a 60 dias, como foram as guerras do Golfo em 91 e do Afeganistão. ?Se (a guerra) demorar mais que o esperado, a pressão pública poderá fazer o presidente George W. Bush recuar", prevê. Veja o especial :

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.