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Iraque executa 12 extremistas do Estado Islâmico condenados à morte

Governo ordenou nesta quinta-feira que a execução 'imediata' a todos condenados à morte por envolvimento com grupo terrorista

O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2018 | 06h48

BAGDÁ - Doze extremistas do Estado Islâmico (EI) condenados à morte foram executados nesta quinta-feira, 28, no Iraque, informou o gabinete do primeiro-ministro iraquiano Haider Al Abadi em comunicado, sem detalhar a nacionalidade dos terroristas.

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Nesta quinta, Abadi ordenou a execução "imediata" e o castigo "justo" a todos os extremistas condenados à pena de morte no país, incluindo mulheres e estrangeiros com ligações com o grupo terrorista. O anúncio coloca aproximadamente 300 pessoas, entre mulheres e estrangeiros, no corredor da morte por fazerem parte do EI, segundo informa dados da Justiça iraquiana divulgados em abril. 

O comunicado do governo iraquiano informa que os 12 primeiros extremistas executados foram julgados pela Justiça e suas sentenças foram ratificadas pela Presidência.

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A execução ocorre em represália ao sequestro e assassinato de oito cidadãos iraquianos cujos corpos foram encontrados nesta quarta-feira, 27. O grupo terrorista divulgou um vídeo no qual seis homens sequestrados apareciam com o rosto ferido dizendo que todos iriam morrer se o governo do Iraque não liberasse três mulheres sunitas presas no país.

Os corpos do grupo foram encontrados Tel Sharaf, na Província de Salaheddin. Estavam em estado de decomposição e tinham cintos carregados de explosivos, indicou o Exército. Segundo o governo iraquiano, o vídeo foi divulgado após a morte dos sequestrados.

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Nos últimos meses, centenas de membros do Estado Islâmico foram detidos em Israel após uma série de operações contra o grupo terrorista no país. Em dezembro do ano passado, as Forças Armadas iraquianas concluíram uma campanha militar e reconquistou os territórios até então ocupados pelo grupo terrorista. //AFP, EFE

 

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