Iraque executa insurgentes pela 1ª vez desde queda de Saddam

O Iraque enforcou 13 insurgentes nesta quinta-feira, marcando a primeira execução de militantes desde que a invasão americana depôs Saddam Hussein, há quase três anos, afirmaram fontes do governo local. O anúncio do gabinete listou o nome de apenas um dos homens enforcados. Shukair Farid, um ex-policial da cidade de Mosul, no norte do país, confessou ter trabalhado com guerrilheiros sírios recrutando iraquianos para realizar assassinatos de civis e policiais. O enforcamento como punição foi suspenso depois da invasão formal dos Estados Unidos, que terminou em junho de 2004, e os iraquianos restabeleceram a prática dois meses depois para punir aqueles que forem considerados culpados por crimes como assassinato, ameaça à segurança nacional e tráfico de drogas. A sentença de morte deve ser aprovada por três membros do conselho presidencial, liderado por Jalal Talabani, que se opõe a esse tipo de punição. Nas execuções desta quinta-feira, Talabani se recusou a assinar a autorização, mas deu a autoridade para seus dois vice-presidentes. Libertação Ainda nesta quinta-feira, o exército americano anunciou a libertação de dois ex-funcionários do regime iraquiano deposto, detidos após a invasão do país há três anos. O ministro da Indústria Militar do regime de Saddam Hussein, Abdeltawab Mulá, e o ex-oficial de alto escalão dos serviços de inteligência iraquianos, Saeed Abdul-Majid al-Faisal, foram libertados no mês passado depois de ser constatado que eles não estavam envolvidos em crimes contra a humanidade, afirmou o funcionário do Ministério da Justiça, Busho Ibrahim Ali. Huweish, que estava sob custódia desde o dia 3 de maio de 2003, era um dos 55 membros mais procurados do regime de Saddam. Os dois foram libertados no dia 23 de fevereiro, segundo Ali. É a segunda vez, em menos de um ano, que um dos 55 homens mais procurados do antigo regime é liberado. Em maio, um ex-diretor regional do partido Baath na cidade de Kut, Ghazi Hammud al-Obeidi, foi o primeiro entre o grupo a ganhar a liberdade, neste caso porque estava com câncer em fase terminal.

Agencia Estado,

09 Março 2006 | 15h08

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.