Iraque exige punição para os torturadores da prisão de Abu Ghraib

O Iraque condenou com veemência nesta quinta-feira as torturas de prisioneiros iraquianos em Abu Ghraib, mostradas pela televisão australiana. "O governo iraquiano rejeita estas práticas e as condena", diz um comunicado do escritório do primeiro-ministro iraquiano, Ibrahim al-Jaafari, na primeira reação oficial do após a aparição das novas imagens. Segundo a nota, o governo insiste em que "este assunto é grave e contradiz de maneira absoluta os direitos humanos, por isso é preciso impedir que aconteça novamente".No documento, o executivo expressa apoio "às condenações firmes mostradas pela secretaria de Estado dos EUA e os responsáveis americanos" em relação à aparição de novas imagens.O assessor para Assuntos de Segurança Nacional do presidente iraquiano, Muafaq Al Samarraí, também condenou as torturas, mas diminuiu a importância das fotos ao considerar que "tinham sido tiradas há mais de dois anos".No Paquistão, o Parlamento emitiu uma resolução condenando a tortura em Abu Ghraib e exigiu punição para os agressores. A resolução foi uma iniciativa do líder casa, Wasim Sajjad, e recebeu o apoio de outros legisladores.O Paquistão é um aliado chave dos Estados Unidos em sua "guerra contra o terror", mas não apoiou as ações americanas no Iraque.

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