Iraque exige que curdos entreguem vice-presidente

Bagdá, 8 - O governo do Iraque, de maioria xiita, exigiu formalmente que o Curdistão iraquiano, região semiautônoma do país, entregue às autoridades o vice-presidente da nação, o sunita Tariq Al Hashemi, acusado de promover atividades terroristas. Ele está no norte do setor curdo desde que as tropas dos EUA concluíram sua retirada do Iraque, em meados de dezembro.

Agência Estado

08 de janeiro de 2012 | 16h17

Hashemi está sendo acusado de ter comandado há alguns anos um esquadrão que assassinou autoridades do governo e das forças de segurança iraquianas - algo que o vice-presidente nega. Os sunitas, que dominavam a política do Iraque na época em que Saddam Hussein comandava o país, afirmam que as acusações são uma manobra para retirá-los do governo.

Dadyar Hameed, porta-voz do Curdistão, disse que as autoridades da região receberam o pedido de Bagdá neste domingo solicitando que Hashemi e outras 14 pessoas fossem entregues ao governo iraquiano. Ele acrescentou que enquanto o vice-presidente estiver no setor curdo como convidado do presidente do Iraque, Jalal Talabani, também estará fora do alcance de Bagdá.

Hameed recusou-se a dizer de os curdos acatariam o pedido do Ministério do Interior iraquiano, afirmando que esse é um assunto delicado. Uma autoridade do Ministério do Interior do Curdistão, no entanto, foi menos diplomática. "Não somos policiais trabalhando para Maliki para entregar Hashemi", disse, acrescentando que o vice-presidente era um convidado da liderança curda.

Embora integre o Iraque, a região curda possui uma autonomia considerável, com forças de segurança próprias. A polícia e os soldados comandados pelo primeiro-ministro iraquiano, Nouri Al Maliki, não operam na região. As informações são da Associated Press. (Equipe AE)

Tudo o que sabemos sobre:
IraqueHashemicurdos

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.