Iraque expulsa mais dois funcionários da ONU

Bagdá anunciou a expulsão de mais dois funcionários da ONU, dois argentinos, elevando para oito o número dos que receberam ordens para deixar o Iraque nas últimas semanas. O governo de Bagdá acusa a ONU de estar mandando espiões para o Iraque. Benon Sevan, diretor dos programas da ONU no Iraque, nega a acusação.Um oficial do Ministério do Exterior iraquiano informou hoje que os dois soldados de paz argentinos da força de observação da fronteira entre o Iraque e o Kuwait, conhecida como UNIKOM, foram expulsos em 22 de agosto. Eles foram expulsos "pelas mesmas razões que levaram à expulsão dos outros seis empregados da ONU", disse o funcionário, que pediu para não ser identificado, à Associated Press.O Iraque expulsou um holandês em 31 de agosto por tirar fotos em público e então informou às Nações Unidas que cinco outros - quatro nigerianos e um bósnio - teriam de deixar o país por vazar informação de segurança a "Estados inimigos".Num acalorado debate na quinta-feira no Conselho de Segurança da ONU, o embaixador iraquiano Mohammed Al-Dhouri acusou a ONU de enviar espiões para o Iraque. O governo iraquiano não tinha anteriormente usado o termo "espiões", mas al-Dhouri disse a repórteres que "eles (os funcionários da ONU) estavam espionando, e esperamos provar isso em breve".

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