Iraque garante na ONU que não tem armas de destruição em massa

O Iraque está livre de armas nucleares, biológicas e químicas, disse o ministro do Exterior, Naji Sabri, em declaração à Organização das Nações Unidas (ONU), que incluiu trechos de uma carta do presidente iraquiano Saddam Huss ein. "Nosso país está preparado para receber quaisquer especialistas científicos acompanhados por políticos que vocês escolherem para representar qualquer um de seus países para nos dizer quais lugares e instalações científicas que eles gostariam de ver", afirmou Sabri, citando Saddam.Ele criticou o presidente dos EUA, George W. Bush, por tentar ligar o Iraque de alguma forma com os atentados de 11 de setembro. O presidente iraquiano afirmou que "a máquina de propoganda norte-americana, juntamente com declarações oficiais de mentiras, distorções e falsidade", foi usada para "incitar a opinião públicacontra o Iraque, e fazer com que ela aceitasse os esquemas de agressão do governo dos EUA comofato consumado."Sabri pediu à ONU que ajude a proteger a soberania do Iraque diante de uma possível ação militar norte-americana. Ele ainda acusou os EUA de estarem trabalhando em conjunto com Israel e de estarem tentando controlar o fornecimento de petróleo do Oriente Médio. "O governodos EUA quer destruir o Iraque com o objetivo de controlar o petróleo do Oriente Médio, econseqüentemente controlar a política e as medidas econômicas para o mundo inteiro."Os Estados Unidos, disse Saddam, não querem se envolver em dificuldades com Israel, ao qual ele se refere como "a entidade sionista", ou retirar as armas biológicas, químicas e nucleares que este país possui. Esses foram os primeiros comentários atribuídos a Saddam desde o anúncio de que iria aceitar o retorno incondicional de inspetores de armas. A decisão, que se seguiu a um discurso sobre o Iraque na semana passada pelo presidente Bush, dividiu os países com maiores poderes dentro do Conselho de Segurança da ONU.O secretário geral da ONU, Kofi Annan, reuniu-se ontem com Sabri, que disse que o Iraque esperava que o retorno dos inspetores seria um "primeiro passo em direção a uma solução ampla para a crise nas relações entre a ONU e o Iraque e para a suspensão do regime brutal de sanções que está matando nossas pessoas há 12 anos."Em comunicado, Annan disse que Sabri pediu ao governo cooperação completa para a finalização de acordos para o retorno dos inspetores.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.