Iraque impõe condições para ONU inspecionar armas

O vice-presidente iraquiano, Taha Yassin Ramadan, teria dito nesta segunda-feira, que seu país aceitaria novamente os inspetores de armas das Nações Unidas, se os locais a serem inspecionados e um prazo para a missão fossem estabelecidos antecipadamente. "O Iraque rejeita a volta de um inspetor da ONU, a não ser que os locais a serem examinados sejam definidos e que seja fixado um prazo para o fim da missão, não prorrogável", afirmou o vice-presidente Ramadan em entrevista ao respeitado jornal sediado em Londres Asharq al-Awsat, de propriedade do presidente Saddam Hussein.O Iraque procura dar um fim às sanções comerciais das Nações Unidas, impostas depois da invasão ao Kuwait, em 1990. As medidas não podem ser suspensas até que os inspetores da ONU se certifiquem de que as armas iraquianas de destruição em massa e os mísseis de longo alcance tenham sido eliminados. "O objetivo por trás da volta dos inspetores é obter dados recentes sobre o Iraque, de forma que o novo golpe seja mais prejudicial do que os anteriores", teria dito Ramadan ao jornal.Ele estava se referindo aos ataques anglo-americanos lançados contra o Iraque em dezembro de 1998, após os inspetores da ONU terem deixado o país, sob o argumento de que o governo de Bagdá havia impedido o trabalho deles.Os rumores de que o Iraque seja o novo alvo da guerra dos EUA contra o terrorismo têm crescido e os Estados Unidos acreditam que o presidente Hussein procure armas de destruição em massa.

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