AFP PHOTO / Delil souleiman
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Iraque, Irã e Turquia prometem tirar controle de fronteiras de autoridades curdas

Mais cedo, Bagdá fechou o acesso aéreo à região e autoridades iranianas e turcas prometeram boicotar o fluxo comercial com o Curdistão

O Estado de S.Paulo

29 Setembro 2017 | 17h25

BAGDÁ - O governo do Iraque anunciou nesta sexta-feira, 29,  que pretende retomar os controles de fronteira na região autônoma do Curdistão, em parceria com o Irã e a Turquia em represália ao plebiscito sobre a independência curda realizado no começo da semana. Mais cedo, Bagdá fechou o acesso aéreo à região e autoridades iranianas e turcas prometeram boicotar o fluxo comercial com o Curdistão. 

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O Ministério da Defesa do Iraque não deu detalhes de como vai tirar os postos de controle da Autoridade Regional Curda. Segundo a TV regional curda, o governo autônomo promete se negar a entregar os postos de controle.

Membros do Exército iraquiano estão do lado iraniano e turco da fronteira com o Curdistão, segundo a TV estatal de Bagdá. 

Desde a votação, com apoio de iranianos, turcos e a comunidade internacional, o Iraque tem ameaçado a região autônomas com sanções. 

A primeira delas foi implementada pela manhã, com o banimento de voos internacionais para o Curdistão, nos aeroportos de Erbil e Sulaimaniya . 

No começo do dia, os estrangeiros correram para os aeroportos de Irbil e de Suleimaniyeh, poucas horas antes da interrupção dos voos internacionais, que começou às 18h00 (12h00 de Brasília).

Uma aeronave da Turkish Airlines foi a última a decolar de Irbil, com destino a Istambul, e um avião da Iraqi Airways partiu de Suleimaniyeh em direção a Dubai.

A suspensão do tráfego internacional não vai afetar os voos humanitários, militares e diplomáticos, segundo afirmou a diretora do aeroporto internacional de Irbil, Talar Faiq Saleh.

O Curdistão não demonstra vontade de ceder, mas pede diálogo. Ele rejeitou as decisões tomadas por Bagdá, denunciando uma "punição coletiva". Os Estados Unidos, que têm boas relações com ambos os lados, pediram "diálogo" depois de ter solicitado aos curdos que renunciassem ao referendo. 

O referendo sobre a independência do Curdistão também foi rejeitado pelos países vizinhos com minorias curdas, como Síria, Turquia e Irã. Os dois últimos prometeram restringir laços comerciais com a região autônoma como forma de pressão. / AFP, EFE  e REUTERS

 

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