Iraque: Mortos sobem para 51 após onda de violência

Uma série de ataques aparentemente coordenados e um tiroteio mataram pelo menos 51 pessoas e feriram dezenas no Iraque neste domingo. A violência no país tem aumentado fortemente nos últimos meses, com o número de vítimas atingindo níveis que não eram vistos desde 2008. Quase duas mil pessoas morreram desde o início de abril, incluindo mais de 180 este mês.

STEFÂNIA AKEL, Agência Estado

16 Junho 2013 | 17h29

A onda de violência ocorre em meio às crescentes tensões entre diferentes grupos do Iraque e à preocupação de que os conflitos estão sendo estimulados pela guerra civil na vizinha Síria.

Um dos piores ataques do dia ocorreu em uma lanchonete cheia de jovens, onde um suicida provocou uma explosão em um bairro xiita no sudeste de Bagdá. O ataque matou 11 pessoas e deixou outras 25 feridas, segundo a polícia.

O lojista Saif Hameed, de 24 anos, assistia televisão em casa quando ouviu a explosão. Ele viu diversos feridos sendo colocados em ambulâncias. "Parece que os terroristas estão focando em qualquer lugar que eles possam, não importa onde", disse ele. "O principal objetivo deles é matar o máximo possível de iraquianos e deixar as pessoas com medo."

Quase todas as bombas atingiram regiões de maioria xiita. As explosões ocorreram em seis cidades no sul e no centro do país.

Ninguém assumiu responsabilidade pelos ataques, mas eles têm a marca registrada da Al Qaeda, que utiliza suicidas, bombas em carros e ações coordenadas - a maior parte mirando os xiitas.

A Embaixada dos EUA no país condenou os ataques, dizendo apoiar os iraquianos "que buscam viver em paz e que rejeitam atos covardes de terrorismo como este". As informações são da Associated Press.

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