Iraque não receberá delegação da Liga Árabe

O Iraque solicitou a uma missão de paz árabe que adie sua visita a Bagdá, interrompendo as tentativas dos árabes para evitar a guerra, disse nesta quinta-feira a Liga Árabe. O Iraque formulou o pedido em razão de "novos acontecimentos relacionados com a agressão americana contra o Iraque", disse a Liga, em sua declaração. O governo de Bagdá disse que não poderia participar de conversações marcadas para a próxima semana. A declaração da Liga Árabe qualificou o adiamento de "negativo" por considerar que ele "censura os esforços árabes... para encontrar um meio de evitar a guerra e a destruição". Mas o chanceler iraquiano, Naji Sabri, disse hoje em Bagdá que o Iraque não rejeitou a visita da delegação. "Não nos negamos a receber a comissão árabe", disse Sabri. (Tal comissão) não vem para fazer turismo. Vem para trabalhar, e isto requer medidas". "Estamos tratando de marcar uma data apropriada para ambas as partes", acrescentou. A Chancelaria iraquiana declarou em um comunicado que a viagem foi adiada "para dar tempo suficiente para programar reuniões... com importantes funcionários iraquianos". A delegação, definida pela Liga Árabe em uma cúpula no Egito neste mês, previa reunir-se nesta quinta-feira em Bahrein com o emir deste país e, dali, seguir na sexta-feira para Bagdá.A declaração da Liga disse que alguns membros da missão se mostravam reticentes quanto à idéia de viajar para Bagdá por diversos motivos, sobre os quais não entrou em detalhes. A delegação inclui o secretário-geral da Liga, Amr Moussa, e os chanceleres do Egito, Síria, Líbano, Tunísia e Bahrein. Uma fonte da Chancelaria síria disse que continuam as consultas. O anúncio sugere que o Iraque não quer receber uma delegação árabe que exorte Saddam Husssein a fazer concessões à ONU ou a renunciar, como propuseram algumas nações do Golfo. No entanto, a delegação não apoiou publicamente nenhum pedido para que Saddam renuncie ou abandone o Iraque.

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