Iraque pode desenvolver arsenal nuclear rapidamente, dizem ingleses

O Iraque tem um arsenal de armas químicas e biológicas em condições de ser posto em operaçãorapidamente e, além disso, poderia fabricar uma bomba nuclear dentro de poucos meses se obtiver material radioativo, de acordo com um relatório do Instituto Internacional para Estudos Estratégicos (IIEE) divulgado hoje. O IIEE afirma não haverdúvidas de que o país está se equipando com armas de destruição em massa e recomenda às grande potências que tracem uma estratégia para fazer frente a essa ameaça.O documento, divulgado três dias antes do discurso do presidente dos EUA, George W. Bush, na Assembléia Geral da ONU - no qual se pronunciará na quinta-feira sobre a questão iraquiana- não trata da atual capacidade militar do Iraque nem se pronuncia sobre se o arsenal do país justifica um ataque preventivo, como tem defendido os governos americanos e britânico. Bush espera obter o apoio da ONU para uma intervençãomilitar.O estudo destaca que o desenvolvimento dessas armas é uma das prioridades do presidente iraquiano, Saddam Hussein, que tem destinado grande quantidade de recursos para esses projetos."Guerra, sanções e inspeções reverteram e retardaram, mas não eliminaram as armas químicas, biológicas e nucleares do Iraque nem a capacidade de mísseis de longo alcance", disse o diretordo instituto, John Chipman.O presidente do comitê militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), general Harald Kujat, disse duvidar que um ataque contra o Iraque seja iminente porque não foram tomados os preparativos necessários para uma ação militar dessa envergadura. "A questão do Iraque não está na agenda da Otan e isso só acontecerá quando um país membro solicitar. Mas até o momento isso não foi feito", disse Kujat, em Berlim, negandoque o assunto tenha sido discutido na reunião de hoje do comitê, a mais alta autoridade militar da aliança atlântica.O Iraque continua se preparando para um eventual ataque. O Exército convocou todos os cidadãos nascidos entre 1971 e 1978 para a reserva, informou hoje o diário árabe internacionalAsharq Al Awsat. Os iraquianos da região curda, no noroeste do país, foram excluídos do chamamento. Essa população está na área de exclusão aérea no norte do país patrulhada por aviões americanos e britânicos desde o fim da Guerra do Golfo.

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