Iraque pode permitir volta de inspetores da ONU

O vice-primeiro-ministro do país, Tariq Aziz, disse hoje que o Iraque permitirá a volta dos inspetores de armas da ONU. Ao mesmo tempo, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, fez declarações esta manhã, sinalizando apoio aos EUA. Aziz esteve reunido hoje com o secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, em Johannesburgo, e afirmou que o Iraque permitirá o acesso dos inspetores a fábricas de armas desde que a ONU ponha fim à ameaça de ataque dos EUA contra o país e remova as sanções impostas contra o Iraque.Aziz afirmou, no entanto, que diante da perspectiva de um ataque dos EUA, o Iraque encontra-se preparado para defender-se. Em entrevista ao programa "Good Morning America", da rede ABC, ele esclareceu que a volta dos inspetores de armas envolveriam negociações sobre as sanções impostas pela ONU, sobre as áreas de exclusão aérea ao sul e norte do Iraque, os "ataques diários" de aviões norte-americanos e da Grã-Bretanha e as declarações incentivadoras de guerra dos americanos.Com isso, os contratos futuros do petróleo estão em baixa, devolvendo parte do prêmio que vem sendo embutido com a expectativa de uma ataque dos EUA contra o Iraque. Às 10h43 (de Brasília), o contrato de outubro do petróleo brent caía US$ 0,27 (0,98%), para US$ 27,27 o barril. Na mínima, operou em US$ 27,07 o barril. O pregão regular da Nymex ainda não estava aberto. Traders disseram que os preços do petróleo podem cair cerca de US$ 3,00 caso cesse a ameaça de ataque dos EUA contra o Iraque.

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