Iraque poderia contaminar países vizinhos, diz estudo

O Iraque poderia matar milhares de civis nos países vizinhos ao disparar mísseis carregados com armas químicas, de acordo com um estudo do The International Institute for Strategic Studies (IISS), um instituto de pesquisas com sede em Londres. Mas o estudo, publicado hoje pelo diário britânico Financial Times, destacou que a capacidade do Iraque em produzir e distribuir armas de destruição em massa está "gravemente reduzida", quando comparada com a do período que antecedeu a Guerra do Golfo, em 1991. Na análise do IISS, há razões para se acreditar que Bagdá continua comprometido em desenvolver mísseis e armas de destruição em massa, tomando como base o comportamento do governo iraquiano nos últimos 25 anos. O IISS alertou que, caso não seja vigiado, o presidente do Iraque, Saddam Hussein, pode, lentamente, continuar reconstruindo seus estoques. "É provável que o atual regime do Iraque poderá, eventualmente atingir seus objetivos", ponderou o IISS.O instituto ressaltou que o Iraque, possivelmente, está se preparando para usar seu arsenal remanescente no caso de os EUA lançarem um ataque e que, caso ecloda uma guerra, é provável que o uso de armas químicas e biológicas não será evitado. Embora a eficácia dessas armas contra forças militares inimigas esteja limitada pela capacidade de defesa do país, o Iraque poderia distribuir esses agentes biológicos em cidades de Israel, Kuwait, Arábia Saudita, Turquia e Irã. "Os danos poderiam se espalhar por centenas ou até milhares de pessoas desprotegidas", ressaltou o estudo.Contrariando declarações de autoridades norte-americanas e britânicas, o IISS descobriu que dos três tipos de armas de destruição em massa - nuclear, biológica e química - o Iraque não parece estar muito municiado de armamentos nucleares. O IISS observou que o Iraque não tem acesso a reservas de materiais nucleares, como urânio e plutônio. "Mesmo no pior cenário, o Iraque levaria anos para conseguir desenvolver armas nucleares, caso obtivesse acesso a equipamentos e materiais importados.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.