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Iraque prende 13 por ataques com foguetes contra alvos dos EUA

Detidos pertenceriam às brigadas do Hezbollah, a facção pró-iraniana mais radical do país

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2020 | 23h53

BAGDÁ - Treze combatentes de uma facção iraquiana pró-Irã foram presos na noite desta quinta-feira, 25, nos arredores de Bagdá por dispararem foguetes contra alvos americanos, informaram as autoridades locais.

De acordo com as informações, os 13 homens foram presos em um bairro ao sul da capital, onde mantinham várias plataformas de lançamento de foguetes. 

Segundo essas fontes, os detidos pertenciam às brigadas do Hezbollah, a facção pró-iraniana mais radical do país, que os Estados Unidos acusam regularmente de serem responsáveis por ataques com foguetes contra soldados e diplomatas no Iraque. 

Pelo menos 33 ataques foram realizados contra soldados ou diplomatas americanos no Iraque desde outubro de 2019, incluindo seis nas últimas duas semanas. 

Algumas dessas ações foram reivindicadas por pequenos grupos que, de acordo com especialistas, não passam de uma frente para facções armadas pró-Irã. 

Como sinal de que a situação preocupa os altos escalões do governo, o primeiro-ministro Mustafa al Kazimi presidiu recentemente uma reunião de seu conselho de ministros sobre a questão dos ataques com foguetes. 

No ano passado, havia cerca de 5.200 soldados americanos no Iraque, mas centenas deles deixaram o país devido a ataques com foguetes e o novo coronavírus. Agora, essa força aguarda uma aplicação de um medida de expulsão aprovada pelo Parlamento iraquiano, mas nunca implementada. 

As tensões entre os Estados Unidos e o Irã, inimigos declarados que disputam influência no Iraque, aumentaram nos últimos meses. 

O assassinato, no início de janeiro, do general iraniano Qassim Suleimani em Bagdá levantou temores de um conflito aberto. 

Desde então, o Iraque adotou um novo governo, supostamente mais próximo dos Estados Unidos. /AFP

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