Iraque realiza manobras para conter ataque dos EUA

O Exército iraquiano anunciou hoje que realizou manobras na região central do Iraque visando conter um ataque norte-americano, em mais um sinal de que o governo do presidente Saddam Hussein acredita que a guerra seja inevitável. Membros da milícia do governista Partido Baath demonstraram estar prontos para "frustrar os esquemas dos EUA e de seus malignos aliados e responder aos agressores e enterrar seus projetos vis", garantiu Fadel Mahmoud Ghareib, chefe do diretório do Partido Baath na província de Babil, segundo o jornal do Exército, Al-Qadissiya. O jornal publicou que tropas haviam praticado tiro em áreas rurais e populosas em Babil, e treinaram técnicas para "distrair o inimigo a partir de diferentes direções usando armas leves e médias". O jornal não informou quando os exercícios foram realizados, se eles ainda estavam ocorrendo nem quantas tropas participaram. As forças de segurança do Iraque incluem, além de unidades do Exército, grupos armados organizados pelo Partido Baath. Inspetores da ONU Enquanto isso, o Iraque continuava cooperando com os inspetores de armas da ONU, que hoje visitaram a Universidade de Tecnologia de Bagdá, que emprega um cientista entrevistado no começo da semana sobre o programa nuclear do Iraque. Se o Iraque convencer os inspetores de que não esconde armas nucleares, químicas e biológicas nem mísseis capazes de transportá-las, o país pode evitar um ataque dos EUA. Mas os inspetores têm dito que uma declaração de armas iraquiana não era completa, e os EUA a julgaram mentirosa. Reserva Iraquianos têm estocado arroz, comida enlatada, combustível, alimentos infantis e água engarrafada e alguns compraram geradores antecipando uma guerra. As compras provocaram um aumento de preços - por exemplo, uma lata de leite em pó que era vendida a 2.000 dinares um mês atrás hoje custa 3.000. Numa aparente resposta, o Ministério do Comércio vem distribuindo há meses, sem explicação, o dobro da ração de farinha, chá, açúcar, arroz e feijão para as famílias iraquianas.

Agencia Estado,

26 Dezembro 2002 | 13h44

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