AP Photo/Hadi Mizban
AP Photo/Hadi Mizban

Iraque registra 6 mortes em ataques e atentados durante jornada eleitoral

Policiais abortam ataque a centro eleitoral em Diyala e matam dois homens-bomba

O Estado de S.Paulo

12 Maio 2018 | 13h20

BAGDÁ - Pelo menos seis pessoas morreram neste sábado, duas delas supostos terroristas, em enfrentamentos e atentados em várias províncias do Iraque, coincidindo com a realização das eleições legislativas no país.

Segundo disse à agência EFE o porta-voz da polícia da província de Diyala, no leste do país, o coronel Ghalib Atia, vários agentes abortaram um ataque contra uma seção eleitoral em uma região perto de Jarf al-Malh, no nordeste de Diyala.

Os policiais mataram dois terroristas do EI que levavam junto ao corpo cinturões com explosivos, explicou Atia.

Em comunicado, o comandante das operações especiais, o general Maan al-Sadi, destacou que as forças antiterroristas desativaram hoje uma bomba colocada perto de uma seção eleitoral na província de Kirkuk, no norte do país.

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Por outro lado, pelo menos quatro integrantes da milícia pró-governo Multidão Popular morreram e outros três ficaram feridos pela explosão de uma bomba durante a passagem de uma patrulha da milícia, que fazia parte do dispositivo para garantir a segurança do pleito na Província de Saladin, informou à EFE uma fonte de segurança.

A fonte destacou que a explosão aconteceu na região de Al-Mashik, situada 50 quilômetros ao norte da cidade de Tikrit, capital de Saladin, e causou a destruição do veículo e a morte de quatro milicianos.

A polícia colocou milhares de efetivos nas ruas de Mossul, cidade que foi o principal reduto do EI no Iraque durante três anos, confirmou à EFE o comandante das operações de Ninawa, Niym al Jabouri.

Jabouri detalhou que está em vigor um toque de recolher, que começou à meia-noite de sexta-feira e se estenderá até à meia-noite deste sábado (18h em Brasília), para evitar ataques e atentados.

O Iraque realiza as primeiras eleições parlamentares após a derrota do EI, nas quais 24,5 milhões de iraquianos escolherão os 329 deputados do parlamento, cuja principal missão será a reconstrução do país.

DADOS ELEITORAIS:

HABITANTES: 38 milhões

ELEITORES: quase 24,5 milhões, distribuídos em 18 províncias consideradas como circunscrições. Entre eles, 3,5 milhões votam pela primeira vez. Quase 1 milhão de iraquianos residentes em 21 países já votaram, segundo a Comissão Eleitoral.

CANDIDATOS: 6.990, sendo 2.011 mulheres.

COLÉGIOS ELEITORAIS: 8.443, todos equipados para voto eletrônico. Segundo as autoridades, foram distribuídos pelo menos 11 milhões de cartões biométricos. Em tese, cerca de 1 milhão de deslocados podem votar. As 285.564 pessoas que vivem em campos de deslocados votarão em 166 colégios eleitorais habilitados em 70 campos distribuídos em oito províncias do país.

CADEIRAS: 329, das quais 9 reservadas para as minorias (cristã, shabak, sebeus, yazidis e curdos faily - xiitas -) e 83 para as mulheres.

DURAÇÃO DA LEGISLATURA: 4 anos.

TIPO DE VOTAÇÃO: Proporcional. Os eleitores votam em uma lista e, depois, as cadeiras são atribuídas aos diferentes partidos proporcionalmente ao número de votos que obtiveram. Os candidatos eleitos são escolhidos em função de seu lugar na lista. / AFP e EFE

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