Iraque rejeita nova proposta dos EUA e Grã-Bretanha

O Iraque rejeitou hoje, categoricamente, o texto da proposta de resolução apresentado porEstados Unidos e Grã-Bretanha ao Conselho de Segurança da ONU,dando ultimato de sete dias ao presidente Saddam Hussein paraconcordar com o desarmamento e abrir seus palácios para osinspetores internacionais de armas. "Isso é inaceitável", reagiu o vice-presidente iraquiano,Taha Yassin Ramandan. "Nossa posição sobre a atuação dosinspetores está decidida e um procedimento adicional significaum golpe contra o Iraque que não aceitamos." Falando em seu habitual programa radiofônico de todos ossábados, o presidente americano, George W. Bush, voltou aadvertir Saddam. Destacou que o Congresso americano está muitoperto de aprovar o uso da força contra o Iraque. "Bagdá terá decumprir as exigências de desarmamento ou vai enfrentar medidasmais enérgicas", insistiu Bush. Ele reiterou que Saddam é umaameaça não só para os Estados Unidos, mas para todo o mundo."Estamos unidos em nossa determinação de enfrentar essa graveameaça aos Estados Unidos... O ditador iraquiano deve serdesarmado. Isso será cumprido ou faremos cumprir." Bush reiterou as denúncias de que o Iraque produz e armazenaarmas químicas e biológicas e mantém vínculos com a Al-Qaeda, arede terroristas de Osama bin Laden, acusada dos atentados de 11de setembro em Nova York e Washington que deixaram mais de 3 milmortos. Temendo pelo pior, Saddam intensificou neste fim de semana suaofensiva diplomática. Enviou para Ancara, na Turquia, ovice-primeiro-ministro Tareq Aziz, para um encontro com oprimeiro-ministro turco, Bulent Ecevit, que se opõe a um ataqueao território iraquiano. Ecevit deverá receber também ElizabethJones, subsecretária de Estado americana para Assuntos Europeus.Ela deverá explicar a Ecevit os planos americanos. Segundofontes diplomáticas árabes, Jones deverá se reunir com Aziz, oque poderia abrir caminho para negociações diretas em Washingtone Bagdá. Outro emissário de Saddam, o chanceler Naji Sabri, chegou aTeerã para "reforçar o apoio iraniano à causa iraquiana".

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