Iraque tem tempo limitado para fazer suas escolhas, diz Bush

Numa cerimônia no jardim da Casa Branca, o presidente dos EUA, George W. Bush, agradeceu aos líderes da Câmara e principais políticos por sua ajuda na obtenção de um acordo sobre a resolução sobre o Iraque. Contudo, Bush deliberadamente deixou de fora de seu discurso o líder da maioria no Senado, o democrata Thomas Daschle. As declarações do presidente destacaram o fato de que enquanto a Casa Branca e a Câmara alcançaram um acordo, a questão no Senado continua num impasse.Contudo, o senador democrata Joseph Lieberman, que participou da cerimônia, prevê que a versão da resolução aprovada pela Câmara passaria facilmente pelo Senado. Bush disse que obter a aprovação da resolução no Congresso enviaria um sinal crítico ao presidente do Iraque, Saddam Hussein. "Em Bagdá, o regime vai saber que a total concordância com todas as exigências de segurança da ONU é a única escolha, e o tempo que resta para essa escolha é limitado", disse Bush.Chamando a ameaça que Saddam representa para os EUA especificamente e o mundo de forma geral de "urgência única", Bush disse que dará à diplomacia uma chance para trabalhar, mas acrescentou que usará a força militar, se necessário. "Saddam deve ser desarmado, ponto final. Se, contudo, ele escolher de outra maneira, se ele persistir em seu desrespeito, o uso da força pode tornar-se inevitável", disse Bush. Apesar da explícita ameaça de uso da força, Bush disse que esse não será o primeiro passo, e que ele continuaria a tentar construir uma coalizão internacional para dar suporte aos seus esforços.O presidente norte-americano também traçou um futuro melhor para o povo do Iraque quando Saddam se for. "Os EUA vão trabalhar com outras nações. Nós vamos trabalhar com outras nações para trazer Saddam para prestar contas. Nós vamos trabalhar com outras nações para ajudar o povo do Iraque a formar um governo justo e um país unificado. E se a força for necessária, os EUA vão ajudar a reconstruir um Iraque livre", disse Bush.

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