Iraque tenta negociar exigência de destruição de mísseis

O Iraque informou que está "levando a sério" a ordem da Organização das Nações Unidas para que destrua seus mísseis Al-Samoud-2 até o fim da semana, mas, mesmo assim, encaminhou um pedido para que a ONU reconsidere esse ultimato. O general Hossam Mohamed Amin, responsável pelos contatos do Iraque com os inspetores da ONU, insistiu, ontem à noite, que Bagdá está livre de armas de destruição em massa e sugeriu que a ONU e o Iraque chegassem a um acordo sobre a exigência de destruição dos mísseis, que foram testados e teriam capacidade de atingir um alcance superior ao limite de 150 quilômetros imposto pela ONU no final da Guerra do Golfo, em 1991. "Os mísseis foram e ainda estão sendo desenvolvidos, mas eles ainda não estão em uma fase final. A potência dos mísseis ainda não é a final", disse Amin. "Nós sugerimos aos inspetores para que eles escolham aleatoriamente quaisquer mísseis e façam os testes. Temos certeza de que a potência deles está abaixo dos limites", ressaltou. Amin declarou que uma carta foi enviada ao chefe dos inspetores da ONU, Hans Blix, na semana passada, propondo que ele reconsidere a exigência. "Nós ainda estamos esperando pela resposta", afirmou. Uma fonte da ONU declarou, ontem à noite, que a resposta já foi dada, quando Blix ordenou na sexta-feira que os mísseis sejam destruídos até o fim da semana. "Isso é inegociável", disse essa fonte.

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