Iraque vencerá se for atacado, diz Saddam

O presidente do Iraque, Saddam Hussein, declarou que seu país quer paz, mas ressalvou que o preço a ser pago não pode ser a dignidade, nem a independência. A declaração do líder iraquiano foi feita durante a visita de uma delegação de parlamentares russos, entre eles Gennady Zyuganov, líder do Partido Comunista. Saddam disse a eles que, se os Estados Unidos saírem da ameaça para a ação e atacarem, "o Iraque triunfará, se Deus quiser"."O Iraque não quer guerra", garantiu. Mas acrescentou ser inaceitável a paz "a qualquer custo"."Não abdicaremos de nossa independência, de nossa dignidade e de nosso direito de viver e agir livremente."Enquanto Saddam falava, inspetores de armas da Organização das Nações Unidas (ONU) buscavam armas de destruição em massa supostamente mantidas por Bagdá. Eles visitaram pelo menos três locais onde são fabricados foguetes e compenentes.A ONU ainda não informou se insistirá na modificação do sistema de mísseis iraquianos Al-Samoud, cujo alcance excede os 150 quilômetros impostos por resoluções da entidade, ou pedirá que as armas sejam destruídas.Segundo as resoluções, todas as armas proscritas encontradas no Iraque devem ser destruídas. No entanto, o porta-voz dos inspetores de armas Hiro Ueki disse hoje que os mísseis Al-Samoud também poderiam ser transformados em armas legais.

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