Iraque vive dia mais violento do ano, com 78 mortes

Ataques suicidas a um posto de distribuição de ajuda humanitária e a um restaurante lotado provocaram hoje a morte de pelo menos 78 pessoas no Iraque - o dia mais violento do ano até o momento no país árabe. Os ataques são os mais recentes episódios de uma série de ousadas ações rebeldes em um momento no qual os Estados Unidos preparam-se para retirar suas tropas do país até 2011 e repassam o controle do Iraque a forças locais de segurança.

AE-AP, Agencia Estado

23 de abril de 2009 | 16h16

Um militante suicida promoveu um ataque em meio a um grupo de iraquianos que recebiam auxílio humanitário numa área de maioria xiita em Bagdá, matando pelo menos 31 pessoas e ferindo 51, disseram militares iraquianos. O ataque ocorreu logo depois do meio-dia, quando a polícia do país estava distribuindo pacotes com ajuda nas proximidades de praça Tahariyat, no bairro central de Karradah, segundo um porta-voz militar.

Issam Salim, de 35 anos, foi ferido por estilhaços da explosão. "Eu me virei quando cai no chão e vi uma grande explosão com fumaça negra", disse. "Mulheres e crianças estão chorando ao meu lado no hospital. Algumas delas sofreram queimaduras", contou. Policiais estão entre os 31 mortos e 51 feridos, segundo os militares.

Já ao norte da capital do Iraque, um suicida matou pelo menos 47 pessoas em um restaurante lotado, afirmou o subchefe do Assembleia Legislativa de Diyala, Sadir Jaafar. De acordo com ele, 69 pessoas ficaram feridas.

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