Iraque vive pior dia de violência após saída dos EUA

Explosões provocaram hoje a morte de mais de 50 pessoas e deixaram dezenas de feridos no Iraque no pior dia de violência no país árabe desde a saída, em 30 de junho, do Exército dos Estados Unidos das principais áreas urbanas iraquianas, informaram autoridades locais. Em Bagdá, diversas explosões deixaram 18 mortos e dezenas de feridos, sendo que o pior ataque ocorreu na Cidade Sadr, um distrito majoritariamente xiita da capital iraquiana. Ali, oito pessoas morreram e 30 ficaram feridas em explosões coordenadas perto de uma feira livre.

AE-AP, Agencia Estado

09 de julho de 2009 | 18h28

Pela manhã, em Tal Afar, no norte iraquiano, um militante suicida vestindo um uniforme da polícia bateu na porta de um investigador da unidade de combate ao extremismo. Quando o investigador abriu a porta, o militante detonou um cinturão explosivo, suicidando-se e matando o agente, a esposa e o filho dele, disse o general Khalid al-Hamadani, comandante da polícia da província de Nínive. Enquanto uma multidão se aglomerava para ver o que havia acontecido, outro militante suicida atacou, disse o general da polícia. O duplo ataque suicida deixou um saldo total de 38 mortos e 66 feridos.

Soltura

O Exército norte-americano libertou hoje cinco diplomatas iranianos presos desde janeiro de 2007 sob suspeita de colaborar com milícias xiitas iraquianas. Os iranianos foram entregues a autoridades iraquianas a pedido do governo local. A Embaixada do Irã em Bagdá está na expectativa de receber os diplomatas. O ministro das Relações Exteriores do Iraque, Hoshyar Zebari, qualificou a soltura dos diplomatas como uma "boa iniciativa", com potencial para encorajar o diálogo entre Washington e Teerã.

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