Reprodução/CNN
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Iraquiano é libertado após 19 horas de detenção em aeroporto de Nova York

Hameed Jhalid Darweesh tinha visto especial após ter cooperado durante anos com as Forças Armadas americanas no Iraque, mas foi barrado ao passar pela migração; deputado democrata diz que outras 11 pessoas continuam detidas

O Estado de S. Paulo

28 Janeiro 2017 | 17h28

NOVA YORK - Um iraquiano que havia sido detido em um aeroporto de Nova York em razão do decreto assinado na sexta-feira pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi liberto neste sábado, 28, anunciaram dois congressistas democratas.

Os legisladores Nydia Velázquez e Jerry Nadler deram a notícia no aeroporto JFK, onde foram para tentar auxiliar os detidos. "Contente de anunciar com Nydia Velázquez a libertação de Hameed Khalid Darweesh da detenção no JFK", disse Nadler através de sua conta no Twitter. Segundo o congressista, ainda há outros 11 refugiados que continuam detidos no aeroporto.

Darweesh, de 53 anos, tinha obtido um visto especial para ele e a família após ter cooperado durante anos com as Forças Armadas americanas no Iraque. Ao chegar a Nova York na tarde de sexta-feira, sua mulher e seus filhos puderam passar pelo controle imigratório, mas ele foi detido, segundo os advogados.

Além dele, foi detido outro iraquiano, Haider Sameer Abdulkhaleq Alshawi, de 33 anos, que tinha obtido um visto para encontrar a família nos EUA, onde a mulher vive como refugiada após ter trabalhado para o governo do país.

Em nome dos dois cidadãos iraquianos, um grupo de advogados de ONGs apresentou neste sábado uma moção a um tribunal federal de Nova York exigindo as libertações deles e de outras pessoas que possam estar na mesma situação, com o argumento de que a ordem assinada por Trump é inconstitucional.

A medida ordena a suspensão de todo o amparado a refugiados durante 120 dias para analisar os mecanismos de aceitação e garantir que radicais não pisem no território americano.

Além disso, suspende durante 90 dias a concessão de vistos a todos os cidadãos de vários países de maioria muçulmana até que sejam adotados processos de "apuração extrema", o que é visto por algumas organizações como um passo rumo à proibição da migração muçulmana.

Em princípio, os países afetados são Líbia, Sudão, Somália, Síria, Iraque, Iêmen e Irã. Ainda não se sabe oficialmente quantos refugiados e migrantes foram detidos ao chegarem aos EUA nas últimas horas. / EFE

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